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O QUE USAR

Corte e dobra: mandar a medida, receber pronto

Armadura cortada e dobrada sob medida, estribo pronto e chapa dobrada: o que muda no preço, na perda e no prazo quando a peça chega pronta.

Corte e dobra é serviço, não produto — e é por isso que ele quase não se procura pelo nome do material. De cada dez buscas do assunto, três são o nome de uma empresa: quem tem uma lista de peças na mão quer saber quem transforma aquilo em material entregue, e não qual é a bitola.

A conta que decide é sempre a mesma, e ela raramente é feita: comprar em barra parece mais barato por quilo, e é. O que não aparece no orçamento é a perda. Corte e dobra tem sobra de ponta, e a nossa ficha publica o número que a casa usa — 8 % —, além da hora de armador, do espaço de canteiro para cortar e do erro de dobra que só aparece na hora de montar. Comprar pronto troca esse custo escondido por um preço fechado.

As duas famílias que respondem por este serviço são diferentes, e o que as separa é a máquina. Armadura de obra é cortada e dobrada em bancada de armador, peça a peça, etiquetada pela posição no projeto; chapa é dobrada em viradeira ou prensa, e ali o que manda é a espessura contra o raio de dobra. Quem pede uma coisa achando que pede a outra recebe orçamento que não fecha.

O que o pedido precisa levar também muda. Para armadura, é a lista de peças com posição, bitola, comprimento e quantidade — o romaneio do projeto. Para chapa, é o desenho com a medida aberta ou fechada dita por escrito, a espessura e o lado da dobra. É a informação faltando, e não o preço, que trava a maior parte dos pedidos deste serviço.

Os produtos que resolvem

  1. Ferragem armadaA armadura da obra, cortada e dobrada na medida do projeto.

    É a família que existe exatamente para isto: seis peças — coluna, viga, cinta, sapata, bloco e estaca — pedidas pela medida em vez da bitola, com a armadura padrão, o estribo, o cobrimento e o transpasse publicados em ficha. O pedido se faz em voz alta, do jeito que o canteiro fala: \"20 colunas de 3 m com ferro de 10\".

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  2. Estribos PadronizadosQuando a medida do estribo é uma das de tabela.

    Estribo é a peça que mais se dobra numa obra e a que mais varia quando é dobrada à mão. São 34 medidas prontas, de 7 x 12 cm em diante e a partir de 4,2 mm — e enquanto a seção estiver entre elas, não há motivo para pagar dobra sob medida nem para ocupar armador com a peça mais repetitiva do serviço.

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  3. Colunas de Aço ProntasQuando o que se quer não é a barra dobrada, é a gaiola montada.

    Corte e dobra entrega a peça dobrada; a Coluna POP entrega o conjunto já amarrado, com longitudinais e estribos na posição. São 14 medidas, de 7 x 14 cm com Ø6,3 mm em diante. Quando a seção é padronizada, ela pula uma etapa inteira do serviço — e a etapa que ela pula é a que mais consome hora no canteiro.

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  4. VergalhõesQuando a obra prefere cortar e dobrar por conta.

    A barra continua sendo o caminho mais barato por quilo, e em obra com armador fixo e espaço de bancada ela fecha melhor. São 28 bitolas, de Ø6,3 a Ø25,0 mm, com massa por metro e comprimento de fornecimento em ficha — que é o que permite calcular a perda antes de decidir, em vez de descobri-la no fim.

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  5. Chapas e Bobinas Finas a QuenteA chapa preta da serralheria, que é a que mais se dobra.

    É a faixa de espessura que a viradeira comum resolve, e a que o serralheiro pede como \"chapa de ferro\" — 3 mm, 4,75 mm, 6,35 mm. São 13 espessuras com peso por metro quadrado em ficha, que é o número que fecha o pedido por quilo e antecipa quanto a peça dobrada vai pesar.

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  6. Chapas e Bobinas GrossasQuando a espessura passa da faixa que a viradeira comum dobra.

    Acima de cerca de meia polegada a dobra deixa de ser serviço de serralheria e vira caldeiraria, com prensa de maior tonelagem e raio de dobra que precisa ser combinado antes. São 16 espessuras, e saber em qual delas a peça cai é o que evita orçar numa máquina que não dobra aquilo.

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O que decide a escolha

O erro que sai caro

Comparar o preço do quilo dobrado com o preço do quilo em barra e parar por aí. A barra ganha sempre nessa conta, porque ela é a conta incompleta: falta a perda de ponta, que a nossa ficha publica em 8 %, falta a hora do armador, falta o espaço de bancada no canteiro e falta o retrabalho da peça dobrada errada, que só aparece na hora de montar a armadura e já custou o dobro. O segundo erro é de chapa e é mais caro: mandar a medida sem dizer se ela é aberta ou fechada. O aço estica na dobra, o comprimento aberto não é a soma dos lados, e a peça volta fora de esquadro com a culpa indo para quem dobrou.

O que não fornecemos para este serviço

O que sai daqui é o material: a armadura cortada e dobrada sob medida, o estribo pronto, a coluna montada, o vergalhão em barra e a chapa. O serviço de dobra de chapa não é executado por nós: ele é intermediado junto ao fornecedor que o faz — assim como não fazemos usinagem, solda, caldeiraria, montagem em obra, corte a laser, corte a plasma nem acabamento. Não vendemos a máquina: viradeira, prensa, bancada e dobradeira de vergalhão são de outro fornecedor. E o projeto que gera o romaneio é do calculista com ART; sem ele não há lista de peças, e sem lista de peças não há corte e dobra.

Perguntas frequentes

O que é corte e dobra?
É o serviço de entregar o aço já na medida da peça, em vez de em barra ou chapa inteira. Em obra, significa receber o vergalhão cortado no comprimento e dobrado no formato de cada posição do projeto, etiquetado para o armador só amarrar. Em serralheria, significa receber a chapa cortada e já dobrada no perfil desenhado. Nos dois casos o que se compra é a peça pronta para usar, e o que se deixa de comprar é o trabalho de produzi-la.
Corte e dobra é a mesma coisa que ferragem armada?
Quase. Corte e dobra é a etapa: a barra vira peça na medida certa. Ferragem armada é o passo seguinte, em que essas peças já vêm montadas e amarradas no formato final — a gaiola da coluna, a armadura da sapata. Toda ferragem armada passou por corte e dobra; nem todo corte e dobra vira ferragem armada, porque muita peça é entregue solta para ser amarrada no canteiro.
Compensa comprar cortado e dobrado ou fazer na obra?
Depende de três coisas, e o preço por quilo é a menos decisiva. Obra pequena, sem armador fixo e sem espaço de bancada, quase sempre ganha comprando pronto: não paga a perda, não paga a hora, não erra a dobra. Obra grande com equipe de armação montada costuma fechar melhor em barra, porque dilui a mão de obra e aproveita a ponta em peça menor. O ponto de virada não é o tamanho da obra — é ter ou não ter quem dobre com constância.
Quanta perda tem o corte e dobra?
A referência que a casa usa é 8 %, e ela está publicada na ficha da ferragem armada. É a sobra de ponta que nenhuma peça aproveita — o pedaço que fica quando a barra de fornecimento não é múltiplo do comprimento pedido. Comprando pronto, essa perda deixa de ser sua; comprando em barra, ela precisa entrar no orçamento, porque é ela que faz o quilo barato ficar caro.
O que preciso mandar para receber um orçamento de corte e dobra?
Para armadura: a lista de peças do projeto — posição, bitola, comprimento e quantidade de cada uma. É o romaneio, e ele sai da prancha do calculista. Para chapa: a espessura, o desenho com as medidas e, escrito, se a medida é aberta ou fechada, mais o lado da dobra. Falta de informação é o que mais atrasa este serviço; com esses dados o preço volta fechado.
Vocês dobram chapa?
A chapa sai do nosso catálogo, e o corte e dobra dela é intermediado junto ao fornecedor que executa — não é serviço que fazemos em casa. Na prática, para quem compra dá no mesmo: o pedido vai com o desenho e volta com material, prazo e frete, e com o nome de quem produziu. O que não fazemos é usinagem, solda, caldeiraria e montagem — ali o serviço deixa de ser corte e dobra e vira fabricação.
Qual a diferença entre dobrar chapa e dobrar vergalhão?
A máquina e o que limita cada uma. Vergalhão é dobrado em bancada de armador, e o que manda é a bitola e o diâmetro do pino de dobra que a norma exige para não fragilizar o aço. Chapa é dobrada em viradeira ou prensa, e o que manda é a espessura contra o raio mínimo de dobra — abaixo dele a aresta trinca. São dois serviços com o mesmo nome, feitos em equipamentos diferentes, e o orçamento de um não serve para o outro.
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