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MOTOR DA VERDADE

O que move o preço do aço

Cada resposta abaixo vem com os dados que usou, as fontes, o período, a amostra, o método, as limitações e as evidências contrárias. Se não houver base para responder, a resposta é que não há.

Nada aqui conclui causa. Correlação é duas séries andando juntas — e duas séries econômicas brasileiras andam juntas por compartilharem inflação e câmbio, sem uma explicar a outra. Transformar isso em “o dólar faz o aço subir” é o erro que este sistema recusa por construção, e não por disciplina de quem escreve.

As frases que o sistema pode dizer, e diz: “Não sei: os dados foram analisados e não sustentam conclusão em nenhuma direção.” · “Não há dados suficientes para responder a esta pergunta.” · “Há correlação, mas não causalidade comprovada.” · “O dado mais recente é antigo demais para responder a esta pergunta.

Cartões de transparência

Os métodos que ainda não rodam

Estão previstos e não implementados, com o que falta em cada um. Implementar VAR para “ter VAR” produz saída, não resposta — e uma saída estatística mal fundamentada é mais convincente, e portanto mais perigosa, do que nenhuma.

Como ler um cartão

Amostra é o número de períodos pareados. Abaixo do mínimo, o coeficiente não sai — com poucos pontos ele fica alto por acaso, e um número alto numa tela convence qualquer um.

Confiança é palavra, e não porcentagem. Um “87%” que não vem de um intervalo calculado empresta autoridade estatística a um palpite — e é citado depois, em reunião, sem a ressalva.

As duas datas de cada fonte existem porque o número de janeiro fica público em fevereiro. Analisar sem isso é ler o jornal de amanhã: o resultado sai bom demais, e ninguém questiona.