Solda MIG: qual arame usar em cada serviço
Arame sólido com gás ou tubular sem gás, bitola por espessura de chapa e o que muda no acabamento: como escolher o arame de solda MIG certo.
A primeira pergunta da solda MIG não é a bitola, é se haverá gás. Arame sólido precisa de atmosfera protetora fornecida por cilindro; arame tubular carrega o fluxo dentro de si e dispensa o gás. São dois processos diferentes com o mesmo aspecto de fora, e trocar um pelo outro sem trocar a regulagem produz um cordão ruim.
Sem gás, a solda ganha mobilidade — funciona ao ar livre, com vento, longe da oficina — e perde acabamento: forma escória, respinga mais e exige limpeza. Com gás, o cordão sai limpo, mas o vento de uma obra externa dispersa a proteção e gera porosidade.
Os produtos que resolvem
- Consumíveis de SoldaSolda MIG com gás, em bancada, oficina e ambiente abrigado.
O arame sólido ER 70 S-6 com proteção gasosa entrega o melhor acabamento e a menor limpeza pós-solda, e sai nas bitolas de 0,80 a 1,20 mm, que é a faixa da chapa fina à média. É o processo de quem solda o dia inteiro no mesmo lugar e quer produtividade sem retrabalho.
Ver as 11 medidas em tabela → - Arames para SoldaServiço em campo, estrutura montada no local, reparo onde o cilindro não vai.
Sem cilindro, o caminho é o eletrodo revestido: ele carrega a própria proteção no revestimento e solda com vento. O preço é escória e respingo, que se pagam em mobilidade — e o E-6013 e o E-7018 estão em catálogo com limite de resistência e alongamento em ficha.
Ver as 2 medidas em tabela →
O que decide a escolha
- Com gás ou sem gásÉ a decisão que define todo o resto — arame, regulagem, polaridade e acabamento. Ambiente abrigado favorece o sólido com gás; ambiente aberto praticamente obriga o tubular.
- A espessura da peçaChapa fina exige arame fino e corrente baixa, sob pena de furar. Peça grossa aceita arame mais grosso, que deposita mais material por passe e reduz o número de passadas.
- A posição de soldagemSolda vertical e sobre-cabeça pedem poça menor e mais controlada. Arame mais fino ajuda; arame grosso escorre e engrossa o cordão onde ele deveria ficar contido.
- O acabamento exigidoPeça que será pintada ou ficará aparente compensa o custo do gás. Estrutura que ficará escondida ou receberá tratamento pesado tolera bem a escória do processo sem gás.
O erro que sai caro
Comprar arame tubular sem gás e usá-lo com a polaridade do arame sólido. A inversão de polaridade entre os dois processos é a causa mais frequente de cordão com porosidade e respingo excessivo em quem está começando — e o arame leva a culpa. Vale a ressalva de estoque: o tubular não está no nosso catálogo. Para MIG fornecemos o arame sólido ER 70 S-6, que pede cilindro; para soldar em campo sem gás, o caminho aqui é o eletrodo revestido.
Perguntas frequentes
- Qual a diferença entre arame de solda com gás e sem gás?
- O arame sólido depende de gás de proteção vindo de um cilindro; o tubular carrega o fluxo dentro do próprio arame e produz sua proteção ao queimar. O sólido dá acabamento melhor em ambiente abrigado; o tubular funciona ao ar livre e com vento.
- Qual bitola de arame para solda MIG?
- A bitola acompanha a espessura da peça e a corrente da máquina. Chapa fina pede arame fino, que funde com corrente baixa sem furar; peça grossa aceita arame de maior diâmetro, que deposita mais material por passe.
- Qual o melhor arame para solda MIG sem gás?
- O melhor é o compatível com a máquina, a espessura da peça e a posição de soldagem — e usado na polaridade correta do processo tubular, que é o inverso da do arame sólido. Trocar a polaridade resolve a maior parte das reclamações de respingo.
- Como se faz a soldagem de ferro?
- O que o balcão chama de ferro é aço carbono comum, e ele é o material mais fácil de soldar que existe na obra: aceita eletrodo revestido, MIG com arame sólido e gás, MIG sem gás com arame tubular e TIG, sem exigir consumível especial. Na serralheria e na obra, o caminho mais curto é o eletrodo revestido — o E-6013 resolve a solda geral de chapa, tubo e perfil, e o E-7018 entra onde a junta é estrutural e precisa de mais tenacidade. Os dois estão em catálogo, com limite de resistência e alongamento em ficha. A sequência é sempre a mesma: limpar a região da junta até o metal, ajustar corrente à espessura da peça, abrir o arco e manter a poça de fusão avançando em velocidade constante. Peça fina pede corrente baixa e passe rápido; peça grossa pede chanfro e mais de um passe.
- Qual eletrodo usar para soldar metalon?
- O E-6013 é o eletrodo da serralheria, e é ele que resolve o metalon: acende fácil, trabalha bem em corrente baixa e deixa escória que solta sozinha, que é o que se quer em cordão curto e em peça fina. A bitola do eletrodo é que muda com a parede do tubo — em metalon de parede fina se usa a bitola menor e corrente baixa, porque eletrodo grosso com corrente alta fura o tubo antes de fundir a junta. O E-7018 tem mais tenacidade e é eletrodo de junta estrutural; em tubo fino de portão ele é consumível caro para um serviço que o 6013 faz melhor.
- Dá para soldar peça galvanizada e metalon fino?
- Dá, com dois cuidados. O zinco queima antes do aço e solta fumo tóxico: lixe a região da junta até tirar o revestimento e solde com ventilação, ou o cordão sai poroso e o operador respira óxido de zinco. Depois de soldar, a região perdeu a proteção e precisa de galvanização a frio ou tinta. Em metalon de parede fina, o problema é o contrário: corrente de mais fura a peça, e a saída é corrente baixa com pontos alternados, deixando o tubo esfriar entre um ponto e outro em vez de puxar um cordão contínuo.
